terça-feira, 12 de julho de 2011

Velejo

Dei-me por mim já estava acordado, óbvio. Levantei com fé é claro sem me questionar se conseguiria ou não. Já dizia o filósofo dinamarquês Soren kierkegaard: "Quem fala que não toma decisão, já tomou". E assim prossegui para mais um dia. Fui até a janela e me deparei com o sol que acabara de render a lua que se encontrava em atalaia desde ás 06h00 de ontem. E, diga-se de passagem, na noite de ontem reparei que ela estava grávida. Ou engordou um pouquinho? Bom, sei lá também, coisas da minha cabeça. Basta dizer que ela estava cheia mesmo. Assim soa melhor. Mas uma coisa é certa, deve ser muito bom ser lua em noite de luar. Prossigamos...
Já com um capuccino preparado e quente em mãos me sentei no sofá e me perdi em meus pensamentos, alguns eu nem me lembro agora outros tinham a ver com as coisas do dia-a-dia: dinheiro, saúde, sair para lavar o carro, etc.
Mas claro, lembrei de filtrar todos eles e minuciosamente fui perscrutando meu próprio eu, é interessante isto por que o pensamento torna-se ações, as ações tornam-se hábitos, os hábitos em caráter que por sua vez se tornará seu destino. E quantos na história se perderam por dar início ao um simples aforismo infame.
Gosto dos livros por serem bons amigos e me ajudam a exercitar o cérebro para ter também boas memórias e bons pensamentos (não se esqueça o cérebro também é um músculo e precisa ser exercitado). Freud falava que não lia somente livros da moda em sua época e que sim o importante era se o livro estava sendo a ele um bom companheiro. Aderi sua opinião levando em conta o dito popular que diz: "Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és". Sendo assim sim. Veja só:
"Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim - embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e política para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação (...)".
Eis ai uma frase machadiana. Claro que não devemos levar a vida como o finado Brás Cubas de forma leviana, mas não me prendo mais no passado, o pensamento célere e em velocidade da luz nos acomete de tristezas ou então de coisas fúteis que só nos deixará assim, na bagatela, sem andar sem voltar já que não podemos fazer nada para alterá-los, perdemos tempo e ficamos presos por um simples refletir que muito provável terá toda uma influência em nosso caráter nos próximos amanheceres.
O pensamento, o adágio, o aforismo, não importa o adjetivo, o que importa de verdade é que nossos pensamentos expressados através das palavras se transformem em atitudes libertadoras tanto de nós mesmos quanto do próximo. Tome uma atitude, ainda há tempo!
"Eis os segredos dos fortes: Ser aliado da vida". (Nietzsche)





(Texto feito em 24jul08)

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