domingo, 31 de julho de 2011

Não toque o que está lá, e sim o que não está (MD)

Conheci Miles Davis até onde eu me lembro com meus 15 anos, e como todo garoto totalmente alienado no rock eu achei música de velho e muito chato já que não tinha os furiosos bordóes do heavy metal.
Meio músico que sou quando resolvi estudar um pouquinho mais sobre harmonia não pude deixar de me entereçar pelo jazz e com mais maturidade fui ouvindo Miles que realmente com poucas notas mostrava que música não éra pra se decorar e sim para ouvir e somente ouvindo é que se entende a música, talvez seja por isso que o próprio Miles ficou estupefato diante do nosso grande compositor Hermeto Pascoal que além de lutar box com Miles (seu esporte favorito) mostrou de uma forma maestral o suíngue do Brasil.
Lí a biografia de Miles ditada por ele mesmo e quem dirige é Quince Troupe o grande presenteador para os fãs de jazz. Neste livro Miles conta de onde tudo começou, que teve adoração pelos pais no qual a mãe era pianista e o pai dentista e não suportava quando ensinavam nas escolas que o blues veio do sofrimento dos escravos. Miles veio de família rica e criticava o sorriso na tv de Louis Armstrong, pois dizia que ele só fazia aquilo para ter ibope junto aos brancos, dizia que os Judeus viviam lembrando ao mundo seus sofrimentos pela a história e que os negros deveriam fazer o mesmo.

Miles que era muito fã de Charlie Parcker a quem chamava de Bird e tudo em Miles girava em torno da música - "Para mim a vida e a música são só uma questão de estilo" - dizia miles.

Foi um homem de muitas aventuras, se envolveu fortemente com as drogas no qual diz que foi a pior passagem em sua vida, teve diversas mulheres e miutos problemas com a polícia que não aceitava um negro desfilando em carrões como Miles gostava de se mostrar. Miles tinha muita consideração pelos que com ele tocava e não admitia que os músicos comercializasssem todo o trabalho para os brancos mesmo porque eles pagavam pouco, achava que os músicos negros tinham que se impor e sempre fez duras críticas ao racismo norte americano diferente na Europa e na América do Sul onde dizia ser tratado como um rei fazendo ele até estranhar tamanha bajulação.

Miles conta sua amizade com Henrix e como ficou chateado com sua morte e não se conforma com o pastor que fez o funeral mal sabia dizer o nome de Jimi. Comparava Quince com Ducke Ellington e apresentou ao mundo diversos músicos como Coltrane, Hancock e Chick Corea.

Este livro só me fez ter mais fome de jazz e ver que o jazz não morreu em 29set91, ele transcede qualquer tempo, entendo porque na década de 40 os americanos não estavam muito afim de ouvir sobre II guerra mundial.

Para quem quer saber mais de Miles, taí uma grande dica:

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